Mais de 80% dos centros de computação têm problemas de energia, refrigeração ou ambos, o que se traduz em milhões de dólares em custos anuais, só para a refrigeração dos equipamentos ativos. Na verdade, a densidade elétrica aumentou em média em 15% a 20% ao ano e dobrou durante os últimos três anos.
Paralelamente, ao longo dos últimos 10 anos, a média de densidade de potência utilizada pelos servidores aumentou dez vezes. Além disso, os data centers podem não ser capazes de acomodar novos equipamentos, por limitações em termos de energia, refrigeração ou espaço, e podem ter hot-spots términos que causem uma diminuição no processamento de dados ou inclusive com um desligamento automático do sistema.
Desenvolvimento tecnológico e consumo elétricoSegundo a Lei de Moore, a cada 18 meses dobraria a quantidade de transistores de um processador. Vale lembrar que cada transistor representa a unidade básica de processamento e um elemento mais que consome energia dentro deste dispositivo.
Isto pode ser analisado do ponto de vista de consumo do mercado, entendendo que por cada avanço tecnológico nesta questão encontra-se uma oferta em equipamentos servidores com maior capacidade de processamento em um tamanho menor.
Então, pode-se determinar que há um alto interesse na compra de servidores de uma unidade de rack assim como de equipamentos blade, enquanto que o consumo das unidades tipo torre ou de maior unidade de rack está em queda. Mas o que isto tem a ver como o fato de se ficar sem capacidade de energia e refrigeração em um data center?
Se um centro de computação há 10 anos tinha equipamentos de cinco unidades de rack definindo uma capacidade máxima de seis servidores por rack e consumo máximo de 2,5 Kw, agora se vê que nesse mesmo espaço é possível ter seus blade de 14 servidores cada um (84 servidores) com um consumo de 20 Kw por rack. É o mesmo espaço, da mesma unidade de medida que é o rack ou gabinete, mas que requer 10 vezes mais consumo elétrico e, portanto, multiplica-se o calar que é preciso administrar.
TIA-942Seja qual for o seu negócio, para entender o coração da operação deve-se administrar sob certas normas que garantam as boas práticas de trabalho. Para isso e com o fim de conseguir administrar os riscos da infra-estrutura crítica, foi desenvolvida a norma TIA 942. Aprovada em abril de 1995, é a compilação das normas e boas práticas das TIA/EIA 568, 569, 606, 607 e o livro da IEEE, modificada para sua aplicação em um espaço específico como o data center.
Sua meta é que os designers pendem em todos os componentes de um data center nas etapas iniciais do projeto e que reúnam os requerimentos de todas as áreas que devem estar envolvidas: manutenção (energia, serviços vários), administração do edifício, unidades de negócio, segurança e tecnologia informática. Mas não deve ser tomada em sua totalidade, e sim é preciso buscar a forma de aplicá-la na realidade latino-americana, que muitas vezes é muito diferente à de países como os Estados Unidos.